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dous fortes temporais aguárom as jornadas festivas
A festa polas liberdades despide umha ediçom marcada pola climatologia adversa
O tempo desafiou segunda tentativa do Festival, que estivo marcada por cinco apagons consecutivos, um deles de mais de média hora. A forte chúvia aguou o concerto e o recital, o que nom impediu que a vontade pola festa superasse de novo a adversidade do tempo. A irreal banda da república de Xistrália, a Xistra, a Matraca e Aché desafiárom junto aos poetas o temporal.


Umha média hora mais tarde do previsto começava a segunda parte do Festival da Poesia com o desfile da Irreal Banda de Gaitas da República de Xistrália. Mais de sessenta gaiteiros e gaiteiras reivindicando umha tradiçom musical própria e dando começo à Festa da Poesia. Polo meio, um apagom e a melhor das respostas por parte do musicos: continuar com o concerto.

Umha pequena parada por culpa do temporal e o Festival reviviu sem perder público e mesmo ganhando, se bem as espectativas por parte da organizaçom eram um tanto superiores. A chuva e o vento fixêrom que umha árvore botasse abaixo umha linha de alta tensom, dessestabilizando a alimentaçom eléctrica e provocando cinco apagons na noite.

A poesia tamém estivo, e a palavra, em forma de homenagem a Manuel Maria, figura das letras galegas recentemente desaparecida. Carlos Blanco foi chamando a todos um por um. Alí estiverom, em turnos, Carlos Quiroga, Brais González e Carlos Fuentes, recitando ao recente premio Esquío Daniel Salgado. As ausências justificadas: Xosé Maria Alvarez Cáccamo e Viale Moutinho.

Mercedes Peón nom decepcionou, superando com energia a última ida e vinda da electricidade ao pavilhom de Salvaterra. Co público mais animado chegou A Matraca Perversa para ganhar aos assistentes fazendo mover a gente ao seu ritmo. E, para rematar, os cubanos Aché levárom a umha noite fresca as musicas mais quentes do Caribe.

A valoraçom é positiva pese às trabas que puxo o tempo, por duas vezes, para esta 18ª ediçom do Festival da Poesia no Condado. Alguém da própria organizaçom sugeriu trasladar o próximo Festival para o deserto do Saara, por ver se "quando menos, lhes chove por ali".

 

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XXII Festival da Poesia no Condado



 SCD CONDADO - 2008