Depois da vitória da pressom social
em defesa do Minho, volta a ameaça motivada polo
afám de lucro dumhas empresas amparadas polos governos
espanhol e português. De levar-se a cabo o projecto
de Fenosa e EDP, o rio Minho veria-se seriamente afectado
no seu curso, somando os efeitos negativos das numerosas
centrais e encoros (barragens) existentes.
Estes encoros ameaçam a vida da lampreia e o sábel,
ademais de assulagar 208 hectares de terra onde se encontram
numerosas pesqueiras tradicionais. E as plantaçons
de vinho serám também afectadas polas mudanças
originadas no ecossistema. Fenosa e companhia buscam ingressos
a toda costa, sem importar o custo ambiental, social e económico
que generam.
E, para mais, estes aproveitamentos energéticos
som innecessários numha comarca abastecida que conta
já com parques eólicos (ao igual que projecta
o Vale do Minho), e num país que exporta boa parte
da energia que produz. E só darám dinheiro
à empresa que os construa e às eléctricas
que venderám a energia, já que nom geram postos
de trabalho posteriores.
O comportamento destas empresas representa um sério
perigo para o desenvolvimento sustentável do meio
e as suas riquezas naturais. Diferentes leis comunitárias
e mesmo estatais advirtem do carácter agressivo do
abuso das exploraçons energéticas dos rios.
Sem embargo, seguem a encher de encoros os nossos rios com
total impunidade.
Voltaremos a estar nas ruas e recuperar as reivindicaçons
que críamos ganhadas pola longa luita contra o Salto
de Sela. Desde a SCD Condado fazemos um chamamento à
denúncia popular frente ao projecto dos três
encoros e à mobilizaçom social em defesa do
Minho e da nossa dignidade.
Mais umha vez:
Salvemos o Minho, a lampreia
e o vinho!
A Terra é nossa e nom de Fenosa!
Nom mais agressons nos rios! |