Sociedade Cultural e Desportiva do Condado
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Cartaz genérico do Festival
Cartaz com o programa do Festival
Festival 2003
Festival 2002
Cartaz patrocinado por Caixanova
XVIII Festival da Poesia
 PROGRAMA | COMO CHEGAR | LIMIAR DO LIVRO | LIMIAR DA SCD 
Em defesa das liberdades
Liberdade de expressom, autodeterminaçom, contra a violência machista, contra a precariedade laboral, ensino e sanidade públicos e de qualidade, nom mais agressons no Minho.
Ler a CRÓNICA DO FESTIVAL

A nossa festa da poesia volta um ano mais para convocar-nos a umhas jornadas dedicadas à cultura, à festa, à solidariedade, ao convívio e à reivindicaçom. Nesta ocasiom dirigimos o Festival cara a defesa das liberdades, na procura de juntarmos esforços para exigir o que nos é mais básico num momento em que é indispensável a acçom social.

Este ano convidamos-vos a Salvaterra desde o 2 até o 4 de Setembro. Começaremos com 11 exposiçons de artistas e artesáns/a, o mesmo dia que celebraremos a II Jornada do Audiovisual Galego. Seguiremos na sexta com a voz de Uxia e o calor do caldo e o vinho, para dar passo ao dia grande, que conta com actividade desde a manhá.

Paralelamente, os e as companheiras da Associaçom Cultural Galeguiza organizam um roteiro pola comarca no que visitarám os espaços afectados polo projecto de barragens no Minho. Para o Festival e o roteiro habilitará-se um espaço de acampamento ao pé do rio Minho, que poderá utilizar-se de forma livre.

Para berrar em liberdade. Para cantar em liberdade.

Acudide vizinhos! Acudide vizinhas!
O Festival da Poesia volta ao Condado!

· Programa do Festival

· Como chegar a Salvaterra

· Limiar do livro de poesia, por Suso de Toro

· Limiar do livro de exposiçons, pola SCD Condado

PROGRAMA DO XVIII FESTIVAL DA POESIA NO CONDADO

II Dia do Audiovisual Galego
   


Santa Liberdade

Documentário. Margarita Ledo Andión.

O Río é Noso
Documentário. Realizaçom colectiva.

Da Galiza Marcha Xa
Curtametagem. Berrobambán Vídeo.

Toxic Percebe
Curtametagem.

CASA DA CULTURA. 2 DE SETEMBRO ÀS 21,30 HH.

Exposiçons
   


Pintura.
Lis
Fotografia.
Xavier Diegues
Fotografia.
Mari Vega Cerqueiro
Brinquedos antigos
Fundición Nautilus
Cesteiros de Mondariz
Tamanqueiros de Mondariz
Cerámica creativa.
Merche Vázquez
Coiro.
Juan Zaragoza
Cerámica.
Nuria Méndez
Bisuteria.
Tere Fernández

COVAS DE DONA URRACA E CASA DO CONDE

APERTURA: 2 DE SETEMBRO ÀS 20,00 HH.
4 DE SETEMBRO: A PARTIR DAS 11,30

Noite Galega
   


Uxia

Entradas esgotadas.

covas de dona urraca
3 de setembro

Conferências
   


Plataforma en Defensa do Miño

Bases Democráticas Galegas

4 DE SETEMBRO ÀS 12,30 HH e ÀS 13,15 HH.

Festa Infantil
   


Jogos populares
Aeromodelismo
Ultra-ligeiros
Mago Cali

PARQUE DA CANUDA. 4 DE SETEMBRO ÀS 17,00 HH.

O comboio de baixa velocidade sairá das Antas às 11,00 hh.

Festival Poético-Musical
   


Passa-corredoiras
Gaitas e murga (Brisas do Mar, Meanho)
4 DE SETEMBRO ÀS 11,00 HH.

Concerto
Grupo de Corda do Centro Cultural de Beade
4 DE SETEMBRO ÀS 13,30 HH.

A PARTIR DAS 20,00 HH.
Apresentam: Carlos Blanco e María Castro Jato

GALIZA. Artur Alonso Novelhe, Xosé María Álvarez Caccamo, Marica Campo, Ana Belén Fernández, Carlos Figueiras, Antom Garcia Matos, Brais González Pérez, María Lado, Miguel Anxo Mato, Carlos Quiroga, Paula San Vicente, Marga do Val.

PORTUGAL. José Luis Peixoto, Walter Hugo Mae, Jorge Reis-Sá.

EUSKADI. Sonia González.

ANGOLA. Ondjaki.

GRUPOS MUSICAIS

:: Mercedes Peón
:: Terrakota (Portugal)
:: Xistra de Coruxo
:: A Matraca Perversa

Como chegar

· Autoestrada A-9
Antes de chegar a Vigo, desviamo-nos cara Porrinho / Ourense. Depois, saímos para a A-52, em direcçom a Ourense. Logo, colhemos o desvio cara Ponte Areias e seguimos as indicaçons.

· Estrada N-550
Imos na mesma estrada até o Porrinho. Ali, seguimos em direcçom a Tui e, nuns três quilómetros, torzemos para o desvio Salzeda / Salvaterra.

· Autovia A-52
Pouco depois do túnel da Franqueira, tomar o desvio a Ponte Areias e, na saída, virar à esquerda cara Salvaterra.

· Autoestrada A3-IP1
Sem saír do caminho principal, seguir até o desvio a Salzeda / Salvaterra, poucos quilómetros depois de passar a raia.

 

Limiar do livro de poesia

A liberdade vai en nós

A democracia non existe, é unha utopía a conquistar.

A liberdade non existe, é unha ansia dalgúns peitos afoutos e un soño da imaxinación.

E as liberdades non existen en ningures, hai papeis e leis que dan pé a que as creamos posibeis, únicamente.

O que si hai é persoas que queren ser libres.

E para que haxa persoas que se queren dignas, que se queren libres, é preciso que exista antes de nada a palabra sen medo. Na vida todo ten límite, e tamén as palabras pódeno ter, pois as palabras o mesmo que poden dar paz tamén poden alimentar o camiño da guerra e chamar por ela. Mais precisamos atrevernos a falar, a escribir, a dicir libremente. Pois precisamos ser dignos e libres.

O noso país, a Galiza, foi educado primeiro no medo e logo na sumisión e no descrimento, no cinismo. Precisa oírnos falar atrevéndonos a ser libres. Con naturalidade, sen lle pedir permiso a ninguén. O noso país precisa empezar a gañar a dignidade. E a dignidade empeza dentro de cada un cando nos atrevemos a botar fóra a palabra que nos nace verdadeira dentro.

E por iso é tan daniña a censura, non porque perxudique ao censurado, que tamén, senón porque lle rouba ás demais persoas a posibilidade de coñecer, de oír as palabras sen medo, as que nos liberan. E todos aprendemos a falar escoitando, e repetindo logo. E todos temos que oír primeiro libremente, para poder pensar e ser libres.

Suso de Toro

Limiar do livro de exposiçons

Em defesa das liberdades

Numha das peças do documentário 'Há motivo' podíamos ver como umha associaçom de mais e pais de estudantes protestava polo facto de que a escola à que mandavam os seus filhos acabava de ser comprada por umha secta ultra-católica que figera da escola pública um centro religioso. A diário podemos observar como as listas de espera nos hospitais do estado aumentam, como o sistema de pensons periga e como os sucessivos governos potenciam as asseguradoras privadas, um dos grupos de empresas que mais capital especulativo movem no mundo globalizado a cada minuto.

Essa mesma imprensa vem de publicar um informe no que se fala de que som 10.000 as mulheres que sofrem no Estado a violência machista nos seus próprios fogares, ameaçadas de morte e assasinadas.

Na Galiza cada três dias morre um operário, umha trabalhadora, um ninguém, em acidente laboral. Há quem lhe chama a isso terrorismo patronal. Alguns outros chamam-lhe capitalismo. Recentemente assistimos à morte da tripulaçom ao completo do pesqueiro 'Baia'. Os marinheiros que meses antes deixaram todos os esforços em extrair o fuel que estragou o seu mar.

Sem embargo, por todo o país vemos germolar umha cheia de movimentos de vizinhos e vizinhas de aldeias, paróquias, cidades, comarcas... que se unem para protestar polo que lhes querem quitar da própria terra. Defendendo-se de estradas que acabam com recursos e formas de vida, das agressons que ameaçam dúzias dos melhores rios do país ou dos caciques que pretendem manter o poder até a eternidade.

A esse respeito, no Condado vem de formar-se a 'Plataforma Cívica en Defensa do Río Miño'. Porque, igual que a Austrália expólia o petróleo de Timor, igual que a potência imperialista estadunidense acaba com o pulmom do mundo, a Amaçonia, a EDP (Eléctrica de Portugal) e Unión Fenosa querem acabar com o nosso rio. Porque, mesmo superando o projecto do Salto de Sela, freado já daquela pola vizinhança, pretendem que o rio Minho morra nas três barragens que as eléctricas pretendem construír. Porque ao que eles lhe chamam minicentrais, nós chamamos-lhe presas de 21 metros de altura e entre 212 e 321 metros de lonxitude. Porque com isso destrue-se o potencial económico dumha comarca e de duas margens dum rio, porque se destrue o hábitat de espécies em perigo de desaparecer, como a lampreia, e todo o ecosistema que se conserva do Minho, que nom é nosso, nem deles, nem de ninguém. Que é da terra.

Porque todas estas reclamaçons, as nossas no Minho, as das gentes da Ulhoa, as dos sindicalistas presos por um piquete, as dos membros de Nunca Mais encadeados, as dos dous moços que vivêrom umha semana na cadeia por expresar-se com pintura mun muro... Porque todo isto é silenciado nos medios de desinformaçom massiva, reivindicamos o nosso direito a expressar-nos livremente. Porque nom queremos umha televisom autonómica que lhe regala três veces mais tempo ao velho fascista que ao resto de forças políticas, por todo isto, e por muito mais, berramos o nosso direito à liberdade de expressom.

Por isso, também, berramos em favor de outro direito que a própria declaraçom universal dos direitos dos povos da ONU reconhece. Por isso reclamamos autodeterminaçom. Para gerir os nossos próprios recursos de nosso. O rio, a economia, o monte, a vida, os nossos destinos...

E, por todo isto, a Sociedade Cultural e Desportiva do Condado chama a todos e a todas a acudir à XVIII ediçom da nossa Festa da Poesía. Para berrar em liberdade. Para cantar em liberdade.

Acudide vizinhos! Acudide vizinhas!
O Festival da Poesia volta ao Condado!

SCD Condado


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XVIII Festival da Poesia  -  Em defesa das liberdades
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